Uma questão de fé

Todos nós já enfrentamos momentos difíceis na vida. O próprio Cristo passou por momentos angustiantes. No Getsêmani, suas lágrimas transformaram-se em sangue. “E, cheio de angústia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como gotas de sangue, que caíam no chão” (Lc 22. 44). A alma humana agoniza diante das aflições. Ana, esposa de Elcana, estava aflita, pois era estéril, não podendo engravidar. Deus havia cerrado o ventre de sua serva. Ela chorava dia e noite aos pés do Senhor, pedindo um filho. A alma de Ana estava angustiada, mas Deus ouviu suas orações e fez de Ana mãe de filho, Samuel. Se porventura, você não fora acometido por algum problema angustiante, aguarde, é questão de tempo. Algumas pessoas sofreram, outras estão sofrendo e muitas sofrerão perdas irreparáveis. Sartre – Filósofo, escritor e crítico francês, conhecido representante do existencialismo, disse: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”.

Fazer a oração que Cristo fez no monte Getsêmani é uma questão de confiança plena no agir de Deus sobre nossas vidas: “dizendo: Pai, se queres, afasta de mim este cálice; todavia, não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lc 22. 42). Esse “todavia” traz inquietude em muitos corações. Aceitar a vontade de Deus como sendo boa, perfeita e agradável é uma questão de quebrantamento diante das circunstâncias.

É necessário fazer uma observação. A soberania de Deus não exime o homem de suas responsabilidades. Deus fez o homem livre e totalmente responsável pelos seus atos. Deus não é culpado das desgraças que têm atingido pessoas, famílias e o mundo. O homem sim, este é o responsável direto pelas tragédias que tem afetado o nosso planeta. Porém, nada foge do controle de Deus.

O profeta Habacuque sabedor dessas coisas, exalta, com alegria no coração, o nome do Deus todo-poderoso diante das adversidades: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os dá corça, e me faz andar altaneiramente. Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas” (Hb 3. 17-19).

Devemos ter a postura do profeta Habacuque, confiar plenamente no agir de Deus diante das contingências da vida. Ainda que as coisas não aconteçam do nosso jeito, todavia temos motivos para nos alegrarmos no Senhor, Deus da nossa salvação. A Ele toda honra, glória e louvor. Amém!

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