Uma questão de fé

Estar com sede e não poder saciá-la é algo desesperador. Pense no sol forte do deserto escaldante e sem água para beber. É delirante.  Alguns chegam a afirmar que conseguem ficar sem comer por um bom tempo, mas sem água, não. Necessitamos de água. O corpo do ser humano e constituído por mais de 70% de água. Nosso corpo sem água desidrata. Não aconselho a ninguém a fazer um jejum de água por muito tempo, principalmente, se sofrer de crise renal, o meu caso (Pr. Jovane). A água é de suma importância para o nosso organismo e sobrevivência. Pena, que fazemos mal uso dela. Quem nunca, ao tomar banho, deixou o chuveiro ligado e a água indo de ralo adentro? E, ao lavar as mãos? Pessoas gastam mais de 2 a 3 litros de água para lavar as mãos. Imaginem o banho! O Salmista tinha uma sede insaciável, pois, a sede do salmista era de Deus. Quanto mais bebia da fonte graciosa de Deus, mais sede tinha do Todo-Poderoso. Ele faz uma analogia dizendo: “Assim como a corsa anseia pelas águas correntes, também minha alma anseia por ti, ó Deus! Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e verei a face de Deus? Cabe-nos uma pergunta diante desta analogia: A minha alma anela ou tem desejo de que? O salmista tinha sede de Deus. E, eu e você, temos sede de que? A minha alma tem sede de…

Uma boa casa, um carro novo, um bom emprego, se profissionalizar, ter um futuro brilhante, ganhar muito dinheiro, fama, poder, status etc. este tem sido o pensar de muitos, e muitos que estão inseridos dentro das igrejas chamadas “evangélicas”, um termo depreciativo nos dias de hoje. O “TER” tem sido a ênfase de muitas pessoas inseridas no corpo de Cristo, a igreja. Não que seja errado as pessoas lutarem pelos seus ideais, ter a sua ideologia de vida. Mas, o “TER” tem sufocado o “SER”. O anseio do salmista por Deus é presente em todo o salmo. Ele encontrava-se distante de Jerusalém, local de adoração no Antigo Testamento. Para os israelitas, a presença de Deus era manifesta no templo e este localizava-se em Jerusalém. Nossa alma tem sede somente de Deus; ninguém mais pode saciá-la. Ansiamos pelo Deus vivo, não por um ídolo morto. Nosso anseio só será plenamente satisfeito quando nos encontrarmos pessoalmente com o Senhor e tivermos o privilégio de contemplar Sua face. “Mostra-me Tua face, um vislumbre passageiro da beleza divina, e jamais pensarei ou sonharei com outro amor senão o Teu. Todas as luzes menores serão ofuscadas, as glórias inferiores, obscurecidas, a beleza na terra nunca parecerá bela outra vez” (Autor desconhecido). A separação do Senhor provoca uma amargura indescritível. É como se alimentar continuamente de lágrimas e viver em agonia sem alívio.

Como se não bastasse tanta dor, ainda há o escárnio dos inimigos: “O teu Deus, onde está?”(v. 3c). Por mais depressiva espiritualmente a alma se encontre, a fé desafia a tensão desse estado mental aflito: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (v.5). distante da casa de Deus em Jerusalém, o salmista parece dizer que, apesar de não poder visitar a casa do Senhor, ainda pode se lembrar do Deus que ali habita! (v.6). Devemos trazer à memória aquilo que nos dá esperança. A nossa esperança é o Senhor. A alma do salmista estava aflita, passando por duras provas, contudo, ele conseguia contemplar a bondade de Deus (v.8). Como George Miller observou: “As provações são o alimento da fé”. Ouvimos, portanto, o salmista afirmar confiante: “Contudo, o Senhor durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida”. O inimigo não desiste, ele não baixa à guarda. Investe sempre contra os escolhidos de Deus. Quando pensamos que ele deu uma trégua, ele vem com os seus dardos inflamados, tentando nos atingir. Os inimigos do salmista estavam tentando oprimi-lo “Digo a Deus, minha rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo? Não desanime diante das investidas dos inimigos. O salmista pensava estar a sós, como filho desamparado pelo Pai. Desconsolado anda sem rumo, como um pranteador. Todas as aparências externas diziam que Deus havia abandonado seu filho. Por isso, os inimigos lhe perguntam em tom de zombaria: “O teu Deus, onde está?”. Mas a fé sempre tem a última palavra. Não desanimes. Não te perturbes. Espera em Deus, e serás livrado de seus inimigos e da depressão. Voltarás a louvá-lo como teu Salvador e teu Deus.

Jovane Borlini

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